Segunda-feira, 20 de Dezembro de 2010

bem, como prometido, aqui tem a primeira parte do meu conto de natal. Espero que gostem, e quero as vossas opiniões queridos.

um santo beijinho, cátia.

 

20 De Dezembro. Contam-se os dias para o Natal, com ansiedade, na meticulosa e extensa cidade de New York. Observo, calmamente as pessoas apressadas a entrar e a sair das inúmeras lojas, à procura dos presentes perfeitos. Rio-me, pegando num cigarro, e encosto a testa ao vidro frio da extensa janela do meu apartamento, compartilhado com o meu namorado Mathew, ou Math, como se ele auto-apelidou. O namorado de três anos, com quem vivi o pior momento da minha vida. A morte dos meus pais, John e Mariam, e do meu irmão gémeo, Eddie. Acidente de viação. Com eles, morreu uma parte de mim, uma parte alegre, uma parte que conseguia amar. Desde a morte dos meus pais, nunca mais fui a mesma. Desde a morte do meu irmão, nunca me senti mais isolada na minha vida, apesar de viver com o meu namorado e ter um grupo de amigos fiéis; nenhum era tão energético, tão animado, tão vivo como Ed. O meu melhor amigo, a pessoa que era a minha única garantia que não iria morrer sozinha.

Mas ia. Ia morrer sem os seus conselhos preciosos, sem o seu amor resplandecente por mim. Fui tirada dos meus pensamentos com um toque meigo no meu extenso cabelo negro.

 

-“Amor, larga o cigarro e anda almoçar comigo. Fiz aquele peru recheado que tu tanto adoras. Vais comer, saborear e chorar por mais.” – Gargalhou junto ao meu ouvido, como uma criança traquina.

 

-“Eu não preciso de molhar o meu rosto por mais, pois tu fazes sempre questão que eu coma em doses industriais Matt.” – Ele voltou-se a rir, mais intensamente, puxando-me pela mão e guiando-me para a mesa de jantar.

 

Entre uma conversa animada, garfadas e goles no delicioso sumo natural de pêssego, passei a observar melhor os traços físicos daquela pessoa exuberante que se encontrava à minha frente. Alta, musculada, bronzeada e com uns olhos azuis, um azul mais forte do que um céu límpido, que um lápis de cera de uma criança. Os olhos dele são a perdição de muitas mulheres, e já foram a minha em tempos, mas agora não. Honestamente, a minha longa relação com Mathew não passa de uma rotina, algo mecânico, que já não envolve sentimentos fortes em nós. A emoção entre nós à muito que foi extinta, a chama. Ambos sabíamos disso no nosso íntimo, mas renegávamos estes pensamentos, em nome de um enorme carinho e companheirismo. Fui novamente afastada do meu subconsciente, com Matt a abrir a porta do nosso apartamento e a deixar entrar um pequeno ser, de cabelos ruivos lisos e com uma energia palpável; a conhecida Susan Thompson, filha de um famoso empresário, e a minha melhor amiga. Eu, ela e Eddie éramos como um bando, inseparáveis.

 

-“Olá melhor amiga desnaturada. Agora já não se manda noticias à melhor amiga do mundo, eu?” – Sentou-se, bastante irritada na cadeira à minha frente. Levantei-me, virando-lhe costas, e voltei a acender um cigarro, para total desagrado de ambos.

 

-“Quando vais de deixar de fumar essa porcaria? Isso mata-te, queima-te aos bocadinhos.” – Susan dirigia-se ao extenso sofá, sentando-se nele com uma velocidade surpreendente –“Bem, tu já tens idade suficiente para veres o erro que andas a cometer. A minha visita é por outro motivo totalmente diferente meu anjo. Já sabes que a minha demente prima, a Sophie, anda deserta de saudades para te voltar a fotografar. Ela ama completamente esse teu corpinho. Quando é que lhe posso dizer que vais voltar ao activo?”

 

-“Nunca mais.” – Inspirei fundo, encostando a testa ao vidro gelado da sala e murmurando, de forma a ser ouvida, disse –“Já sabes a minha opinião sobre esse assunto. A fotografia, juntamente com todo o meu trabalho como modelo já não existe mais, desde, que ele morreu. Ele era o meu grande impulsionador nessa área de trabalho Susan.”

 

-“Eu sei, mas acho que…”

 

Deixei de a ouvir. Estava a esquadrinhar tranquilamente a rua em frente ao meu vidro quando observo algo inesperado. Um tremendo choque, estou a ser electrocutada aos poucos. Deixo cair o cigarro, mas não desvio o olhar, petrifiquei. Não é possível, a minha visão é fruto da minha imaginação. Ouço Susan a chamar por mim, mas não presto minimamente atenção, pois, apressadamente e atabalhoadamente, disparo-me para o elevador, onde desço rapidamente, a fim de confirmar a imagem que os meus olhos esverdeados me transmitiam. E descobri que eles não me estavam a mentir. A minha visão, por mais irreal que fosse, era verdadeira. Desmaiei.

 



publicado por Isabela às 10:00 | link do post | comentar | favorito

6 comentários:
De Tea & Coffee a 20 de Dezembro de 2010 às 13:29
Obrigada querida! :b
Woow, escreves mesmo bem! Adorei este bocadinho, soube a pouco como sempre! :)
Escreves mesmo bem, parabéns!
Beijinhos^^


De savannah w. a 20 de Dezembro de 2010 às 14:12
awww , amazing amor :3
beijinhos , amo-te superwoman ♥


De Blueberries a 20 de Dezembro de 2010 às 16:08
que lindo ;o


ao tempo que não passava por cá **


De Mariana a 21 de Dezembro de 2010 às 00:31
vem ver a minha "reabertura" do blog por favor e comenta


De Carina Soares a 21 de Dezembro de 2010 às 17:32
a música dá charme ao teu blog ahah x)


De agnes hope a 22 de Dezembro de 2010 às 14:44
gostei! xD


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